Falar de cidade é, portanto, falar de mobilidade. Como Milton Santos não deixou nos escapar: não há noção de espaço sem a dimensão tempo; não há fixos sem “fluxos”.

O movimento é uma forma de pertencer, de se apropriar da cidade. Logo, nos cabe pensar: é possível falar de uma cidade em que qualquer pessoa – sem distinção de gênero, etnia, cultura, idade ou poder aquisitivo – consiga transitar em mesmas condições de apropriação? o que fazemos quando a ideia de ‘cidade para pessoas’ esbarra na maneira como nós mesmos projetamos esta mesma cidade? 

Não é possível falar de “trânsito” como se fosse algo fora de nós: nós somos o trânsito. Também não é possível pensarmos que a cidade será resolvida apenas nos planos urbanos, enquanto a arquitetura é a responsável por edificações que a cada nova implantação modifica dinâmicas urbanas, impacta a vida das calçadas, transforma o sistema urbano, ou seja, (re)produz a cidade.

É a partir deste olhar que te convidamos ao Weefor ARQ 2: um concurso para expandir horizontes sobre um modo de habitar em que a integração com a cidade seja além do discurso; que a consciência sobre a mobilidade do entorno se materialize em soluções que envolvam a cidade e não o isolamento dela; que se mostre com uma arquitetura consciente de que se queremos promover a qualidade do morar, é indispensável resolver como a arquitetura impacta na qualidade do circular.

Buscamos arquitetos inovadores, inquietos e questionadores que vão dar forma às cidades do futuro.

E aí, quer ser parte deste movimento?